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Pediatras em casa: o mito dos mucos e catarros infantis

16 de abril de 2018 - 08:16 | Saúde

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A maioria dos pais, graças ao Google, adquiriu um diploma de médico sem estudo. São os pediatras caseiros. Os pais com filhos nas escolas e pré-escolas, se acostumaram a ver seus filhos, durante grande parte das aulas, com muco escorrendo do nariz. Não em vão, o habitual é que uma criança na escola se contagie de uns 10 a 12 "catarros" - gripes e resfriados - especialmente no inverno. Não é incomum termos uma criança com até 200 dias no ano com catarro.
Mas há um mito muito sedimentado, arraigado no cérebro dos adultos: a balela da cor do catarro. Enquanto a criança tem uma torneirinha escorrendo no nariz com um muco transparente, raríssimos pais se preocuparão. Todavia, o alarme desperta quando esse mico ou catarro sai de uma aparência aquosa e transparente para um amarelo- esverdeado e viscoso. Levam a criança ao pediatra rapidamente.
O muco é uma primeira barreira de defesa de nosso organismo. Em sua composição há leucócitos (células brancas sanguíneas), que segregam uma enzima que se chama peroxidasse e serve para eliminar vírus e bactérias. Esta enzima, entre outros efeitos, oxida o ferro, o que provoca a mudança de cor do muco de transparente ao amarelo e, deste, ao verde. É algo parecido ao que ocorre com hematomas depois de um golpe. Por isso, a mudança de cor do catarro não deve preocupar os pais-pediatras sem estudo.
Compondo esse mito, os pais também pedem aos verdadeiros pediatras que recitem antibiótico para combater essas mudanças na viscosidade e dor do catarro infantil.
Alguns médicos acreditam que essa é uma pratica herdada da medicina dos adultos, já que para eles a suspeita de sinusite - febre, dor de cabeça, dor nos seios paranasais e muco verde - garante a prescrição de antibiótico. A maioria das vezes, uma criança é atacada nas vias respiratórias por vírus e não por bactérias, o que torna proibitiva a receita de antibiótico.
Também é comum os médicos não terem tempo para explicar à exaustão - só a exaustão pode começar a resolver- aos pais que vírus não sofrem com antibióticos. Daí decorre os postos e clínicas se encherem de país e crianças, implorando por uma "receitinha de antibiótico, pelo amor de Deus". As secretarias de saúde nada fazem para combater o mito. E ele estrangula a capacidade dos médicos. Um ciclo eterno.

Fonte: Campo Grande News 

 


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Mas há um mito muito sedimentado, arraigado no cérebro dos adultos: a balela da cor do catarro. Enquanto a criança tem uma torneirinha escorrendo no nariz com um muco transparente, raríssimos pais se preocuparão. Todavia, o alarme desperta quando esse mico ou catarro sai de uma aparência aquosa e transparente para um amarelo- esverdeado e viscoso. Levam a criança ao pediatra rapidamente.
O muco é uma primeira barreira de defesa de nosso organismo. Em sua composição há leucócitos (células brancas sanguíneas), que segregam uma enzima que se chama peroxidasse e serve para eliminar vírus e bactérias. Esta enzima, entre outros efeitos, oxida o ferro, o que provoca a mudança de cor do muco de transparente ao amarelo e, deste, ao verde. É algo parecido ao que ocorre com hematomas depois de um golpe. Por isso, a mudança de cor do catarro não deve preocupar os pais-pediatras sem estudo.
Compondo esse mito, os pais também pedem aos verdadeiros pediatras que recitem antibiótico para combater essas mudanças na viscosidade e dor do catarro infantil.
Alguns médicos acreditam que essa é uma pratica herdada da medicina dos adultos, já que para eles a suspeita de sinusite - febre, dor de cabeça, dor nos seios paranasais e muco verde - garante a prescrição de antibiótico. A maioria das vezes, uma criança é atacada nas vias respiratórias por vírus e não por bactérias, o que torna proibitiva a receita de antibiótico.
Também é comum os médicos não terem tempo para explicar à exaustão - só a exaustão pode começar a resolver- aos pais que vírus não sofrem com antibióticos. Daí decorre os postos e clínicas se encherem de país e crianças, implorando por uma "receitinha de antibiótico, pelo amor de Deus". As secretarias de saúde nada fazem para combater o mito. E ele estrangula a capacidade dos médicos. Um ciclo eterno.

Fonte: Campo Grande News 

 

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