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Sem enxergar, pacientes encontram na Caravana alívio para anos de escuridão

18 de June de 2019 - 20:14 | Saúde

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Para quem não enxerga há anos, os afazeres de rotina viram apenas lembranças e a vida perde a cor. Assim relatam os pacientes que aguardam atendimento oftalmológico na Caravana da Saúde, em Campo Grande. Com catarata total nos dois olhos, a indígena Emília Ramirez foi perdendo a visão e a alegria. Há mais de cinco anos não enxerga nada, nem filhos e netos. Além de ser obrigada a conviver com a cegueira, ela ainda precisou passar por uma situação, no mínimo, perigosa, que poderia ter lhe custado a vida.

Por três vezes, Emília foi picada por cobras na aldeia de Amambai, onde mora. Sem enxergar, ela não pôde ver que o animal se aproximava e não evitou o ataque. Por sorte, nenhuma das serpentes era venenosa. Enquanto recebia atendimento na Caravana, na manhã dessa terça-feira (18.06), ela se dizia muito satisfeita em poder enxergar de novo. “Vai ser muito bom. Não vejo a hora”, disse.

“Ela já esta com a cirurgia marcada. Nem acredito que ela vai enxergar de novo. Queria muito que ela pudesse enxergar. Ela não era assim. Ela fazia tudo e agora está desse jeito, sem ver nada”, disse aflita a filha de Emília, Edith Ramirez.

Emília Ramirez (à direita) ao lado da filha na Caravana da Saúde.

Não é preciso ter uma vida ativa para se desesperar ao perder a visão, mas quando o trabalho é diário, o assunto fica ainda mais assustador. O músico Paulo Roberto dos Santos, 65 anos, já está há oito meses cego do olho esquerdo. “Estou desesperado. Sou cantor e compositor e não posso ficar cego, preciso trabalhar”.

Depois aguardar na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), Paulo foi avisado sobre a Caravana e correu para não perder a oportunidade de ser atendido. “Uma amiga que trabalha no posto de saúde me disse que na fila do SUS eu ia esperar por anos e me disse que eu viesse aqui”, contou ele. 

Na manhã de hoje, ao sair da Caravana, paulo já estava com a cirurgia de catarata agendada, e não conteve a alegria. “A saúde é algo divino, eterno. Posso até fazer uma música sobre isso”. Satisfeito com o atendimento da Caravana, o músico não economizou nos elogios. “A educação das pessoas que nos atendem é maravilhosa. Estou muito feliz com tudo isso. O Governo esta de parabéns”, disse. 

Paulo fazendo exame na Caravana da Saúde.

Desde março deste ano a costureira Elza Pereira da Cruz, 74 anos, precisou abandonar linha e agulha. Com pouca visão devido a catarata, o trabalho se tornou impossível. “Passando plea cirurgia vou poder voltar a costurar, graças a Deus”, comemorou. 

Nessa edição da Caravana, apenas os procedimentos oftalmológicos serão realizados e não haverá abertura de atendimento para outras especialidades, como nas edições anteriores. Além de diversos exames e consultas, serão feitas as cirurgias de catarata, yag laser, pterígio e vitrectomia.

A Caravana da Saúde teve início nessa segunda-feira (17.06) e seguirá com os atendimentos até o dia 5 de julho, no estacionamento do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. Ontem, no primeiro dia foram realizados mais de 1,8 mil procedimentos, entre exames e consultas, e mais de 340 cirurgias já haviam sido agendadas.

Luciana Brazil, Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Foto: Luciana Brazil. 

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Por três vezes, Emília foi picada por cobras na aldeia de Amambai, onde mora. Sem enxergar, ela não pôde ver que o animal se aproximava e não evitou o ataque. Por sorte, nenhuma das serpentes era venenosa. Enquanto recebia atendimento na Caravana, na manhã dessa terça-feira (18.06), ela se dizia muito satisfeita em poder enxergar de novo. “Vai ser muito bom. Não vejo a hora”, disse.

“Ela já esta com a cirurgia marcada. Nem acredito que ela vai enxergar de novo. Queria muito que ela pudesse enxergar. Ela não era assim. Ela fazia tudo e agora está desse jeito, sem ver nada”, disse aflita a filha de Emília, Edith Ramirez.

Emília Ramirez (à direita) ao lado da filha na Caravana da Saúde.

Não é preciso ter uma vida ativa para se desesperar ao perder a visão, mas quando o trabalho é diário, o assunto fica ainda mais assustador. O músico Paulo Roberto dos Santos, 65 anos, já está há oito meses cego do olho esquerdo. “Estou desesperado. Sou cantor e compositor e não posso ficar cego, preciso trabalhar”.

Depois aguardar na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), Paulo foi avisado sobre a Caravana e correu para não perder a oportunidade de ser atendido. “Uma amiga que trabalha no posto de saúde me disse que na fila do SUS eu ia esperar por anos e me disse que eu viesse aqui”, contou ele. 

Na manhã de hoje, ao sair da Caravana, paulo já estava com a cirurgia de catarata agendada, e não conteve a alegria. “A saúde é algo divino, eterno. Posso até fazer uma música sobre isso”. Satisfeito com o atendimento da Caravana, o músico não economizou nos elogios. “A educação das pessoas que nos atendem é maravilhosa. Estou muito feliz com tudo isso. O Governo esta de parabéns”, disse. 

Paulo fazendo exame na Caravana da Saúde.

Desde março deste ano a costureira Elza Pereira da Cruz, 74 anos, precisou abandonar linha e agulha. Com pouca visão devido a catarata, o trabalho se tornou impossível. “Passando plea cirurgia vou poder voltar a costurar, graças a Deus”, comemorou. 

Nessa edição da Caravana, apenas os procedimentos oftalmológicos serão realizados e não haverá abertura de atendimento para outras especialidades, como nas edições anteriores. Além de diversos exames e consultas, serão feitas as cirurgias de catarata, yag laser, pterígio e vitrectomia.

A Caravana da Saúde teve início nessa segunda-feira (17.06) e seguirá com os atendimentos até o dia 5 de julho, no estacionamento do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. Ontem, no primeiro dia foram realizados mais de 1,8 mil procedimentos, entre exames e consultas, e mais de 340 cirurgias já haviam sido agendadas.

Luciana Brazil, Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Foto: Luciana Brazil. 

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