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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526

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Bexiga Hipoativa: Quando a dificuldade não é segurar a urina, mas esvaziar a bexiga

06 jul 2026 13:13:48

| Colunista em Foco

Bexiga Hipoativa: Quando a dificuldade não é segurar a urina, mas esvaziar a bexiga


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Quando falamos em problemas urinários, muitas pessoas pensam imediatamente em perda de urina. No entanto, existe uma condição menos conhecida, mas que pode impactar significativamente a qualidade de vida: a bexiga hipoativa.

A bexiga hipoativa ocorre quando o músculo da bexiga não consegue se contrair com força suficiente ou por tempo adequado para promover o esvaziamento completo da urina. Como consequência, a pessoa pode sentir dificuldade para urinar, necessidade de fazer força para iniciar o jato urinário ou a sensação de que a bexiga nunca esvazia totalmente.

Quais são os principais sintomas?

Os sinais mais comuns incluem:

  • Dificuldade para iniciar a micção;

  • Jato urinário fraco;

  • Necessidade de fazer força para urinar;

  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;

  • Aumento da frequência urinária;

  • Levantar várias vezes durante a noite para urinar;

  • Infecções urinárias de repetição.

Muitas vezes, os sintomas surgem de forma gradual, fazendo com que a pessoa demore a procurar ajuda.

Quem pode desenvolver a condição?

A bexiga hipoativa pode afetar homens e mulheres, mas é mais frequente em pessoas idosas. Entre as possíveis causas estão:

  • Envelhecimento natural;

  • Diabetes;

  • Doenças neurológicas;

  • Cirurgias pélvicas;

  • Alterações do assoalho pélvico;

  • Uso de alguns medicamentos.

Em alguns casos, mais de um fator pode estar envolvido.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde por meio da avaliação clínica, histórico dos sintomas e exames complementares. Entre eles, destaca-se o estudo urodinâmico, que auxilia na análise do funcionamento da bexiga e da uretra.

Existe tratamento?

Sim. O tratamento depende da causa e da gravidade dos sintomas.

A fisioterapia pélvica pode desempenhar papel importante em muitos casos, contribuindo para melhorar a coordenação entre bexiga, uretra e musculatura do assoalho pélvico. Além disso, técnicas de treinamento vesical, orientações comportamentais e estratégias para otimizar o esvaziamento podem fazer parte do plano terapêutico.

Em situações específicas, o médico poderá indicar medicamentos ou outras abordagens complementares.

Quando procurar ajuda?

Se você percebe dificuldade para urinar, necessidade frequente de fazer força para esvaziar a bexiga ou sensação constante de esvaziamento incompleto, procure avaliação especializada. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de controlar os sintomas e prevenir complicações.

A saúde urinária é parte fundamental da qualidade de vida e merece atenção em todas as fases da vida.

Dra. Jéssica Coutinho
Fisioterapeuta Pélvica

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