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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526
21 jul 2026 17:25:29
| Cidades
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Procurador-geral de Justiça do MPMS, Romão Ávila Milhan Júnior - Foto: Divulgação (MPMS)
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila Milhan Júnior, esclareceu que deputados estaduais e prefeitos, citados durante conversas em celular apreendido na Operação Gutenberg, não são alvo de investigação do Ministério Público.
A afirmação foi feita em entrevista ao podcast Política de Primeira, divulgada nesta segunda-feira (20).
O procurador esclareceu que o caso foi encaminhado ao Ministério Público para que fosse feita análise sobre citações de autoridades com foro. “Nós tivemos uma operação em que um dos envolvidos teve o celular apreendido com conversas nas quais foram citados nomes de algumas autoridades”, afirmou.
Contudo, o chefe do Ministério Público Estadual adiantou que a simples menção ao nome de agentes políticos em conversas ou registros obtidos durante a apuração conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), não constitui indício de participação no esquema investigado.
– “Temos que ter muita cautela. Não encontramos elementos mínimos que pudessem motivar a abertura de uma investigação específica sobre o possível envolvimento de agentes políticos neste caso”, declarou.
De acordo com Romão Ávila as provas reunidas pelo Gaeco não apresentaram indícios que justificassem a abertura de procedimento sobre uma eventual participação de autoridades citadas nas conversas.
– “Há a citação deles, os nomes deles, no celular, mas a simples citação não quer dizer que tenham praticado qualquer ato no caso. Não há investigação contra esses agentes políticos que foram citados, deputados ou prefeitos. A investigação é sobre um servidor e particulares envolvidos ali”, esclareceu Romão Ávila.
Por essa razão, ele determinou o retorno dos autos para que a investigação tivesse continuidade apenas em relação aos investigados originais, alvos de mandados de busca e apreensão e prisão, cumpridos no dia 7 de julho.
Operação
Deflagrada em julho de 2026, a Operação Gutenberg apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 27 milhões em fraudes na compra de livros paradidáticos e em desvios de recursos da saúde pública.
Conforme as investigações, o grupo utilizava a Central Estadual de Regulação para condicionar a liberação de leitos, exames e cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS) à contratação de materiais da Editora Avante por municípios sul-mato-grossenses.
Fonte: ConecteMS
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