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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526
24 ago 2026 20:41:54
| Política
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A integração das aduanas e alfândegas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile é o principal desafio para que a Rota Bioceânica não perca sua vantagem de tempo no transporte de mercadorias. Se for eleito, o candidato Reinaldo Azambuja (PL 222) vai trabalhar no Senado para “desburocratizar” e resolver esse impasse, impulsionando a economia e o comércio internacional. Ele falou sobre o assunto nesta segunda-feira (24), em entrevista à Morena FM, em Campo Grande.
“O grande desafio e que o Senado pode ajudar é em relação às quatro aduanas. Vamos ter uma aduana que é a Receita Federal no Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Chile. Se não tivermos uma integração hoje dessas cargas que vêm lá do Pacífico e chegam aqui a Mato Grosso do Sul, no Brasil, para ser distribuída, fica muito burocrático. O grande desafio da rota não é nem a parte estrutural da obra, a obra vai ficar pronta. Nós teremos ali o acesso concluído, a ponte já tá pronta praticamente, mas nós temos que organizar essa questão alfandegária”, explicou Reinaldo.
Ele afirmou que não é admissível que um caminhão fique cinco dias parado em uma alfândega. Para ele, esse problema pode ser solucionado por meio da tecnologia, através do uso de um sistema eletrônico com um chip na mercadoria lacrada, que só será aberta no destino. Com 2.396 quilômetros de extensão, o corredor rodoviário está praticamente pronto, faltando o acesso do lado brasileiro à ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (PY). Ele vai ligar os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico e Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.
Quando estiver concluída, a rota deverá reduzir em 17 dias o transporte para Ásia e Oceânia. Será uma alternativa ao Porto de Santos (SP), encurtando distância e tempo para as exportações e importações brasileiras entre mercados potenciais na Ásia, Oceania e Costa Oeste dos Estados Unidos. Existe ainda a expectativa de transformar Mato Grosso do Sul em um hub logístico, um centro de distribuição de mercadorias.
FALTA DE PLANEJAMENTO - Reinaldo voltou também a criticar a falta de planejamento do governo brasileiro, que não fez o acesso à ponte, e lembrou que foi ele quem assinou a ordem de início da construção da ligação entre os dois países, quando era governador (2015-2022). “Em dezembro de 2022, eu assinei a ordem de início da da construção da ponte junto com o então presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, porque o presidente do Brasil à época, Jair Bolsonaro, não conseguiu descer em Porto Murtinho por uma questão climática. O tempo estava muito fechado. Eu assinei a ordem. Hoje a ponte está pronta, só que nós temos uma falta de planejamento do governo do nosso lado. Nós temos ali o acesso à ponte que vai demorar um ano ainda, faltam recursos, falta colocar a estrutura para terminar o acesso”, finalizou
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